02 agosto 2007

Querido fulano,

É noite , tarde da noite, penso em ti.
E enquanto a noite cai, escrevo esta carta para enganar a saudade.
Na tua ausência os espaços desta casa multiplicaram-se enquanto aqui estou, em miniatura,
Sinto que sou um corpo estranho encolhendo na sala de um gigante.
Entre paredes azuis, está difícil não sentir blue.

Farejo pela casa,
desejo, gozo, riso, loucura
Maos tateiam, o corpo ensaia
erros e acertos

Agonizante o tempo passa.
Não estás aqui. Qual é o teu endereço?
Queria invadir a tua casa, sabotar o teu sono
esquecer dos limites, viver a insensatez
na contramão da noite, nós dois outra vez.

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