01 agosto 2007

O circo ou a tragédia humana


As mascaras caem ,
palhaços correm envergonhados para esconder seus rostos enquanto a maquiagem derrete revelando outras faces, novos rostos. Àquele é um cinico, o outro é velho, a moça de roupa colorida ainda é virgem. Jà a senhora cheia de dobras tem mais motivos para esconder as dobras e as rugas do que jura a nossa vã gargalhada.

Vergonha

com os rostos expostos esses tristes personagens não passam de figuras patéticas, ensaiando a sua própria mentira,

Platéia

o cenário é pitoresco, obsceno, mulheres gordas, velhos encardidos, moças enfeitadas...O menino rir infaltimente enquanto a mulher cacareja. Já o senhor chato não gosta de barulho e faz sinal para que calem-se. Enquanto esses tristes personagens ensaiam a vida, expectadores e platéia confundem-se em face da mais bizara das histórias.

O homem nasceu e puseram um futuro nas suas costas enquanto ele não sabia o que era existir. Quis voltar para o útero da sua mãe mas já era tarde, disseram para ele que para viver bastava ser. Ele era, mas não sabia o que.

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