20 agosto 2007
A um ausente:
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo
Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão teu que és.
Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso
Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo
Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil
todas as palavras esdruxulas, como os sentimentos esdrúxulos sao naturalmente ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,têm de ser ridículas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje as minhas memórias dessas cartas de amor é que sãoRidículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,Como os sentimentos esdrúxulos,São naturalmente Ridículas.)
Alvaro Campos.
18 agosto 2007
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
*Augusto dos anjos
10 agosto 2007
With reveries of days gone by
In my solitude you taunt me
With memories that never die
I sit in my chair
Filled with despair
Nobody could be so sad
With gloom ev'rywhere
I sit and I stare
I know that I'll soon go mad
In my solitude
I'm praying
Dear Lord above
Send back my love
| 1934 Eddie Delange, Irving Mills, Duke Ellington | ||
08 agosto 2007
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte, cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque
Legião Urbana
02 agosto 2007
É noite , tarde da noite, penso em ti.
E enquanto a noite cai, escrevo esta carta para enganar a saudade.
Na tua ausência os espaços desta casa multiplicaram-se enquanto aqui estou, em miniatura,
Sinto que sou um corpo estranho encolhendo na sala de um gigante.
Entre paredes azuis, está difícil não sentir blue.
Farejo pela casa,
desejo, gozo, riso, loucura
Maos tateiam, o corpo ensaia
erros e acertos
Agonizante o tempo passa.
Não estás aqui. Qual é o teu endereço?
Queria invadir a tua casa, sabotar o teu sono
esquecer dos limites, viver a insensatez
na contramão da noite, nós dois outra vez.
************
01 agosto 2007
As mascaras caem , palhaços correm envergonhados para esconder seus rostos enquanto a maquiagem derrete revelando outras faces, novos rostos. Àquele é um cinico, o outro é velho, a moça de roupa colorida ainda é virgem. Jà a senhora cheia de dobras tem mais motivos para esconder as dobras e as rugas do que jura a nossa vã gargalhada.
Vergonha
com os rostos expostos esses tristes personagens não passam de figuras patéticas, ensaiando a sua própria mentira,
Platéia
o cenário é pitoresco, obsceno, mulheres gordas, velhos encardidos, moças enfeitadas...O menino rir infaltimente enquanto a mulher cacareja. Já o senhor chato não gosta de barulho e faz sinal para que calem-se. Enquanto esses tristes personagens ensaiam a vida, expectadores e platéia confundem-se em face da mais bizara das histórias.
O homem nasceu e puseram um futuro nas suas costas enquanto ele não sabia o que era existir. Quis voltar para o útero da sua mãe mas já era tarde, disseram para ele que para viver bastava ser. Ele era, mas não sabia o que.
25 julho 2007
Li aquele livro que gostaste e perguntei-me em que parte você ouviu Alice.
Porque você não seguiu o coelho branco?
***
Aqui estou, ouvindo Tom Waits.
Adianto que foi inevitável nao usar a tua xicara, não me contive.
Para esquentar acendi o fogo e quando estava no ponto levei para a cama.
Bebi com sede, duas vezes, não deixei escabar nenhuma gota.
Mas ao final do preto nada restava, os sacos pendiam sobre a linha que o segurava.
Voltei para a cozinha, repeti o processo, acendi o fogo.
Lavei a xicara novamente, mas desta vez bebi chá verde.
Foi assim que terminou a noite e começou o dia, com o preto perdi o sono.
Dá proxima vez farei chá de camomila.
**
****
Há dias que chove e deixamos de sair e há dias que andamos na chuva pelo simples prazer de se molhar.
A vida é muito mais que decisões lógicas, palavras refletidas.
Às vezes so se é feliz quando se faz tudo ao contrário, quando se anda a beira do abismo buscando algo que não se sabe o que é.
Considero esta busca essencial para a alma, mas para ir além é preciso ter coragem...
22 julho 2007
Barrow-on-Furness
Barrow-on-Furness
Fernando Pessoa
18 julho 2007
tempo de vida...
Vivendo ah 306 meses
1333 semanas
9337 dias
224088 horas
13445328 minutos
Viver é ...
14 julho 2007
03 julho 2007
bilhete....
quero que saibas que conto as horas que passam e que esperar ás vezes é demais.
Estou pronta, me levanto, estou tonta e não suporto mais essa atmosfera densa, cansei-me.
Não sei quantos golpes suportaria ou suportariamos, eu e você Fulano. Quantas facadas na alma, tiros no coração, canseira nas pernas, quantas caras quebradas ...
É hora de fazer Aquelas confissões da alma, por isso perdi o sono sentindo o gelo do por vir. Não estou com medo, a natureza é muito complexa e não posso explicar a força com que diria tanto faz, o vento leva para qualquer lado.
___
27 junho 2007
O vagabundo esmola pela rua vestindo a mesma roupa que foi sua...
Podem até me chamar de besta mas acabo de encontrar alguem que me deixou besta.
Algumas vezes pegando ônibus me deparei com uma criança que tem no máximo dez anos e toca trianculo acompanhado de sua falta de palavras...
Digo, ele emitia sons, ruídos, ele era mudo e somente runhia ( escreve-se assim?), ele fazia sons acompanhado desse intrumento musical, o triangulo. E depois passava de passageiro em passageiro na busca de alguns centavos que só ele saberia para quê, ou.porque.
Acabo de encontrar essa criança acompanha de mais duas e o tringulo...
É demais dizer que eles estao brincando numa lanhouse? jogando games, fedorentos e mal vestidos. O do triangulo continua fazendo ruidos, mas de excitacao.
O que será isso? meu deus que mundo louco...
Até onde chegou a nossa miséria?
O quanto será que estamos salvos?
Essas crianças de pés sujos escrevem uma história paralela que só deus saberá como terminar...
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O BICHO, Manuel Bandeira.
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem
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25 junho 2007
CENAS
***
É muito bom chegar em casa depois de muita farra e encontrar centavos na bolsa, cigarro quebrado, você sai juntando tudo como um quebra cabeça , sapatos no meio da sala, coisas jogadas...
Sim, a felicidade é um par de botas...
...
Não conto os bilhetes brancos, os negócios abortados, as relações interrompidas; menos ainda outros acintes ínfimos da fortuna. Cansado e aborrecido, entendi que não podia achar a felicidade em parte nenhuma; fui além: acreditei que ela não existia na terra, e preparei-me desde ontem para o grande mergulho na eternidade. Hoje, almocei, fumei um charuto, e debrucei-me à janela. No fim de dez minutos, vi passar um homem bem trajado, fitando a miúdo os pés. Conhecia-o de vista; era uma vítima de grandes reveses, mas ia risonho, e contemplava os pés, digo mal, os sapatos. Estes eram novos, de verniz, muito bem talhados, e provavelmente cosidos a primor. Ele levantava os olhos para as janelas, para as pessoas, mas tornava-os aos sapatos, como por uma lei de atração, interior e superior à vontade. Ia alegre; via-se-lhe no rosto a expressão da bem-aventurança. Evidentemente era feliz; e, talvez, não tivesse almoçado; talvez mesmo não levasse um vintém no bolso. Mas ia feliz, e contemplava as botas.
A felicidade será um par de botas? Esse homem, tão esbofeteado pela vida, achou finalmente um riso da fortuna. Nada vale nada. Nenhuma preocupação deste século, nenhum problema social ou moral, nem as alegrias da geração que começa, nem as tristezas da que termina, miséria ou guerra de classes; crises da arte e da política, nada vale, para ele, um par de botas. Ele fita-as, ele respira-as, ele reluz com elas, ele calca com elas o chão de um globo que lhe pertence. Daí o orgulho das atitudes, a rigidez dos passos, e um certo ar de tranqüilidade olímpica... Sim, a felicidade é um par de botas.
Não é outra a explicação do meu testamento. Os superficiais dirão que estou doido, que o delírio do suicida define a cláusula do testador; mas eu falo para os sapientes e para os malfadados. Nem colhe a objeção de que era melhor gastar comigo as botas, que lego aos outros; não, porque seria único. Distribuindo-as, faço um certo número de venturosos. Eia, caiporas! que a minha última vontade seja cumprida. Boa noite, e calçai-vos!
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Copie este texto do segunte site:
http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/arq127.htm
20 junho 2007
daqui...
Andam dizendo que ela é forte, andam dizendo que ela vai chorar.
Aqui, do lado que entro é hora de saltar.
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Faz tempo que estava esperando por mudanças, finalmente sinto o rebuliço, as bases tremem.
Se estamos prontos ou não, quem há de saber?
Nao sei o que pensar, nao sei o quanto posso contar comigo, do que sou e do que serei capaz.
Não quero desesperar nem transbordar.
Bem, de coisas assim tão fortes não dá para falar.
Esperar, para crer e ver.
******
Será que vou conseguir sem você?
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16 junho 2007
a vida é liquida
Trechos de Alcoólicas, de Hilda Hilst
25 maio 2007
o dia em que cheguei cedo...
Devorei o novo dia com meus olhos de insônia.
Hoje foi o dia que cheguei primeiro para comprar peixe e ver que o moço da esquina não estava lá. Que a padaria ainda estava fechada, que havia muitos pombos e gatos ratardatarios brigando na rua.
Em resumo:
Os risos teriam sido mais bobos se tudo fosse risivel.
Andar ao sol queima e dar sede...
Considerações:
fui ao shopping e ainda esperei meia hora para que ele abrisse.
perdi a senha.
na hora do almoço nem tudo estava pronto.
24 maio 2007
-Porque não estou entendendo nada? nao posso me mexer...
No meio da minha agonia abri os olhos, eu ainda estava deitada.
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16 maio 2007
Belo belo...
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero.
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Manuel Bandeira
11 maio 2007
filmes de guera, cançoes de amor.
inércia da pedra
a pergunta anterior era... O que fazer com tudo o que tenho? com essa bagagem? uma mala tão cheia de ?E se aquela foi a hora de apostar, se hoje posso dizer que ganhei, o que fazer com o que tenho??? meu deus, eu nao sei .
***
Perdão se pelos meus olhos não chegou
mais claridade que a espuma marinha,
perdão porque meu espaço
se estende sem amparo
e não termina:
- monótono é meu canto,
minha palavra é um pássaro sombrio,
fauna de pedra e mar, o desconsolo
de um planeta invernal, incorruptível.
Perdão por essa sucessão de água,
da rocha, a espuma, o delírio da maré
- assim é a solidão -
saltos bruscos de sal contra os muros
de meu ser secreto, de tal maneira
que eu sou uma parte do inverno,
da mesma extensão que se repete
de sino em sino em tantas ondas
e de um silêncio como cabeleira,
silêncio de alga, canto submergido.
(Neruda)
10 maio 2007
Se tua dor te aflige, faz dela um poema.
Tinha beijado o papel indevotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo do estímulo por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."
Eça de Queiroz.
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05 maio 2007
aqui dentro, do lado de fora
Arnaldo Antunes
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora
por uma viagem funcional.
********
dias de saudades , sinto falta de sombras, luzes e algumas variações.
********
Lembrei-me da notícias sobre os dinossauros descobertos na austrália... Há dinossauros que o tempo não engole, que a boca do tempo não devora e persistem com seus tamanho e mistérios.
que o resto é pouco e apagado...
Cecilia Meireles
Tuas palavras antigas
Deixei-as todas, deixeia-as,
Junto com as minhas cantigas,
Desenhadas nas areias.
Tantos sóis e tantas luas
Brilharam sobre essas linhas,
Das cantigas — que eram tuas —
Das palavras — que eram minhas!
Sabe o presente e o passado.
Canta o que é meu, vai-se embora:
Que o resto é pouco e apagado
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29 abril 2007
Every day I'm sure I've done OK, but every tomorrow I know that yesterday was wasted. Every year I feel as though I've never done enough, always feeling the ticking of that internal clock; the heart. Only so many ticks, beats, tocks - and you're gone.
I know that when I look at myself in the present, I know I'm OK. I speak two languages, I'm studying another two. I have a partner that I love and with whom I've lived faithfully for the last year. I'm a skilled and professionally sought-after computer programmer.
But if I look at myself with the past in mind, I'm never happy enough. I was always the smartest in my class, primary and secondary. Fuck, I was smarter than half the teachers. But I never graduated university, never even finished high-school. So what would I be doing should I have done so? Taken over the entire universe, been a CEO of a natty web company? Fuck knows. I mean, I'm happy enough with my dog and my cat and my new sofa that my cat fucking destroys. So what if I'm the same under-achiever that I've been since my Year Three teacher declared me that in, what, nineteen nineteen ninety-two, and one of bosses called me in two-thousand and five? Maybe I can be happy under-achieving if it's not those goals that I'm trying to achieve?
Still Caulfielding it up in 2007 and at 23 or 24 years of age?
You fucking bet'ya.
- ele / him
23 abril 2007
panis et circenses
Só tenho memorias de cheiros, sabores, sons. O resto acho que foi um sonho surreal. Sei que tenho vocação para reclamar, falar mal da vida, ser chata. Mas preciso admititir, essa semana que passou rendeu muita gargalhada, crimes imperfeitos e deliciosas inconsequências...
***
Panis et Circenses
(Caetano Veloso/ Gilberto Gil)
Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer de puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Essas pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
Essas pessoas,,,
eu não estou aqui...
20 abril 2007
“Não é a altura que aterroriza; o que aterroriza é o declive!
O declive donde o olhar se precipita para o fundo, e a mão se estende para o cume. É aqui que se apodera do coração a vertigem da sua dupla vontade.
Ai, meus amigos! Adivinhais a dupla vontade do meu coração?
Vede, vede, qual é o meu declive e o meu perigo; o meu olhar precipita-se para o cume, enquanto a minha mão quereria fincar-se e amparar-se... no abismo!"
*** Assim falava Zaratustra ***
Sexta feira de uma tarde nublosa, nurbulenta, nublada. Dia molhado por uma chuva indecisa, incerta, insegura, que molha as poucos ou que ataca com uma tempestade . Passei o dia andando na chuva, estou meio bêbada há uma semana e o meu estômago dá voltas.
sobre ontem à noite, quatro cigarros fumados um após o outro, doses de vodka, caipirosca, vinho...que foram insuficientes para preencher o vazio, o tédio e a indignação diante de coisas pequenas, mentiras mal contadas, verdades distorcidas.
O homem é um bicho cada vez mais sozinho, isolado, um animal com medo, frágil. Cego, de uma cegueira tão infinita que nunca acha o que esta procurando, que não sabe o que está achando, não percebe que o que se quer pode estar na sua frente...
Sobre ontem à noite, mais uma ferida.
Feita talvez pelo desespero, a sede é grande.
sobre hoje:
Sinto-me reconstituida, enfraquecida no coração e forte na alma.
Reconstituida, através de remendos.
***
19 abril 2007
coisas da chuva
vida de pobre sem guarda chuvas: ter que voltar p/ casa com a barra da calça jeans molhada, lama na rua, braços cheio de pingos, trânsito. Arhh!!!!!!! existe também a possibilidade de um carro apressadinho ou um ônibus acelar numa poça dagua e splashhhh...
***
O lado bom:
comer até estourar de preferência coisas calóricas e quentes, hibernar, acender um cigarro e encher a cara de vodka. Uma dose por favor !!!!
para acalmar:
estou ouvindo Serge gainsbourg 69, anné erotique. Essa música desperta desejos chuviscais boa para dançar na chuva ou se preferir , fico calada. Estou apenas divagando ...
10 abril 2007
Alice não estava lá....
Subimos o morro com um sol de rachar, seguimos o coelho em uma trilha na esperança de encontrar o vale da lua. Quando perguntavamos ás pessoas onde ficava tal vale, elas diziam: siga ás placas. Quando olhavamos as placas, elas sempre apontavam para outros lugares...
Derrepente estavamos nós numa estrada de pedra, cheia de plantas, de sanguins e sons estranhos. Encontramos uma casa cor de rosa, com arvores pintadas de rosa, mas à frente duas estradas:
Uma apontava para O Paraiso, outra para Nazaré.
Preferimos seguir para narazé pois o paraiso era demais para nós dóis...
O siêncio era penetrante, assim como a tranquilidade daquele lugar... .
Pensando melhor, o que faz às pessoas achar que as coisas acontecem por acaso?
Havia duas placas, uma apontava para um lugar chamado Paraiso
a outra para Nazaré onde havia uma igreja, ruinas e cemitério.
Talvez os outro estejam certos:
antes de entrar no paraiso seja preciso conhecer as ruinas, a morte e o silêncio...
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MORAL DA HISTÓRIA:
LICOR DE JENIPAPO
O lado bom é que no meio do caminho tinha uma pedra...
Paramos, perguntamos e compramos a garrafa maior.
Licor de Jenipapo é bom de fazer careta, você bebe e não esquece do sabor, nem de fazer aquela cara de: que porra estranha é essa... É o tipo da coisa, que você gosta ou não gosta.
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09 abril 2007
por quanto tempo...
... e se a sua vida fosse um livro em branco, o que você escreveria?
Se você soubesse que talvez tanto riso possa um dia ficar na lembrança.
O quanto você arriscaria?
Ás vezes viver dá medo, ser feliz tras o risco de ficar infeliz. As coisas são tão cheias de mistérios. É um mundo estranho esse que vivemos. E é tão frágil esse outro mundo, o que criamos.
Nossas certezas... não valem mais que um momento. É preciso ter coragem.
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o outro lado, de cá ...
no caminho para casa, eu estava pensando sobre "mudanças". Pois, o que dizem por ai é que mudei, e muito. Coisa que sempre nego com minhas explicações filosóficas sobre a essência do individuo e, no final sempre afirmo que eu sou aquela de sempre, Luciana. Mas será???
Nao, eu não estou passando por uma crise existencial. Se você me fizesse essa pergunta eu diria mais: se for crise, é crise Inexistencial. Nunca em minha vida estive tão ausente de mim.
Pergunto, cadê Aquela Luciana, A reconhecível?
... Nao me peçam explicações sobre como tudo aconteceu, como cheguei até aqui, o que me tornou irreconhecivel até a mim mesma.Talvez os tempos de mudanças chegaram.
Se até a natureza não é estavel, por que eu seria???
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23 março 2007
hahaaha, quem sabe é meu retrato dia dessses com a cara patética num bar, sozinha, que coisa mais trágica rs.. O homem ao lado dela está tão distante que parece até estar em segundo plano.
Semelhanças? Não... Isso é só uma pintura, que por acaso, nao sei quem fez.
É tao curto o amor e tão longo o esquecimento...
***
Andamos feito fantasmas numa busca desesperada pelo breve, por soluções rápidas, por dores passageiras, sentimentos fáceis.
Em seu processo evolutivo o homem cruzou continentes, e fez-se presente.
Hoje o homem moderno atravessa desertos, a aridez da alma e diante do espelho só ver o reflexo, daquilo que não conhece.
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Quantas vezes fiz esse caminho e quando perguntei por mim, não vi ninguem. Esvaziada diante de mim mesma. Continuo buscando...
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A fome esvaziou-me...
... Hoje na minha casa penso de vez em quando no Meireles. E o gesto suicida parece tornar-se no mais transparentes dos mistérios. Na época toda aldeia Campista perguntava: - "Por quê?". Ninguém entendia nada. Mas o Meireles está diante de mim, tão nítido. Morreu do amor livre e, pois, de falta de amor.
Tudo é falta de amor. O câncer no seio ou qualquer outra forma de lesão de câncer. É falta de amor. As lesões do sentimento. A crueldade. Tudo, tudo falta de amor.
***
A fome esvaziou-me; e eu me sentia oco, sem entranhas, como um autopsiado.
***
O ser humano é o único que se falsifica. Um tigre há de ser tigre eternamente. Um leão há de preservar, até morrer, o seu nobilíssimo rugido. E assim o sapo nasce como tal e envelhece e fenece. Nunca vi um marreco que virasse outra coisa. Mas o ser humano pode, sim, desumanizar-se. Ele se falsifica e, ao mesmo tempo, falsifica o mundo.
O obvio Ululaten - Nelson Rodrigues
16 março 2007
No sexo não há um ponto de equilíbrio absoluto. Não existe igualdade sexual, uma igualdade em que as duas partes sejam iguais, em que o quociente masculino e o quociente feminino estejam perfeitamente equilibrados. Não há como negociar de modo medido essa loucura. Não se trata de um acordo cinqüenta por cento para um, cinqüenta por cento para outro, como uma transação comercial. O que está em jogo é o caos de eros, a desestabilização radical que é a excitação erótica. Na hora do sexo, todos nós voltamos para a selva. Voltamos para o pântano."
Trecho do livro "O animal agonizante", de Philip Roth.
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imagem: courbet
01 março 2007
O bicho homem parece estar cada vez mais próximo de ser primitivo quando grita do fundo dos seus testiculos que tem a força, a voz e o poder para ameaçar e agredir.
Quem tentar impor respeito à base do grito e do medo não merece respeito, trata-se de um animal. Irracional.
...
E quanto ao ser racional?
será que estamos condenados a Involução?
E quanto a Evolução?
estamos condenados à morte?
Do espirito?
da Alma?
ou de nós mesmos?
A Humanindade é um câncer autofágico.-
-----X----
16 fevereiro 2007
a simplicidade comove, estou feliz por saber que chego, que na ausencia eu chego.
Assim como deixo a porta aberta e recebo com alegria quem vem e toma mais uma dose.
....
alguem me disse que para um brinde deve-se Olhar nos Olhos e dizer Skol
...
12 fevereiro 2007
aprendizado do dia
O que será de NÓS, se EU vem sempre na frente?
Impressionante essa tempestade de ego, eu eu eu eu eu eu .....
Sinto muito por TU, ELE, NÓS ....
09 fevereiro 2007
sobre o idiota...
(Nelson Rodrigues)
06 fevereiro 2007
O sertanejo é antes de tudo um forte...
Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra: a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança aderentemente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, ou travar ligeira conversa com um amigo, cai logo - cai é o termo - de cócoras, atravessando largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fia suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobre calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável! É um homem permanentemente fatigado. (...)
____________________________________________________________________________
05 fevereiro 2007
"Diverti-me [...] escrevendo os sonetos que podeis ver [...] sob cada pintura. A indecente memória deles, eu a dedico a todos os hipócritas, pois não tenho mais paciência para as suas mesquinhas censuras, para o seu sujo costume de dizer aos olhos que não podem ver o que mais os deleita".
Pois foi para foder que se nasceu.
E se amas o caralho, a cona amo eu;
Sem isto, fora o mundo bem molesto.
Lema, e Eva e Adão fodíamos por seu
Invento de morrer tão desonesto.
Não comessem do fruto traidor,
Eu sei que ainda fodiam-se os amantes.
Esse pau que à minha alma, em seus rompantes,
Faz nascer ou morrer, dela senhor.
Que de tanto prazer são espiões.
02 fevereiro 2007
No Oriente, a palavra hentai significa metamorfose, anormalidade, pornografia ou perversão sexual; nunca é usado para referir a atividade sexual "normal", nem qualquer entretenimento de sexo explícito.
Acredita-se que o hentai seja inspirado em formas de arte erótica que já existem no Japão desde o Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que versavam todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados ao sexo, ou como objeto para auxiliar a masturbação. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.

A maioria dos hentais compartilha algumas características em comum. O estilo de desenho pode ter variações como nos mangás não-pornográficos, mas é quase universal que os pêlos pubianos não são desenhados, o que acaba dando uma aparência mais jovem às personagens. Geralmente, dá-se preferência a personagens jovens. Também é comum que se retratem fetiches típicos dos japoneses, como o bukkake (ejaculação no rosto) e mulheres com partes do corpo de animais, geralmente gatos, conhecidas como nekomimi.
O hentai pode ser dividido em vários gêneros, de acordo com a temática das relações exploradas na obra. Muitos fãs têm o seu gênero favorito, e alguns tipos de hentai podem ser considerados mais pervertidos do que outros.
Geralmente, usam-se palavras japonesas para denominar os tipos de hentai:
* Kemono (Animais)(no ocidente também conhecido como Yiff)
* Futanari (Hermafroditas)
* Loli-con (Meninas jovens)
* Shota-con (Meninos jovens)
* Yaoi (Gays)
* Yuri (Lésbicas)
* Guro (Violência, esquartejamento)
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30 janeiro 2007
29 janeiro 2007
Noturno
Quem tem coragem de perguntar, na noite imensa?
Que vale o pensamento humano,
esforçado e vencido, na turbulência das horas?
Que valem a conversa apenas murmurada,
a erma ternura, os delicados adeuses?
Que valem as pálpebras da tímida esperança,
orvalhadas de trêmulo sal?(...)
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26 janeiro 2007

Como se te perdesse,
assim te quero.
Como se não te visse
(favas douradas Sob um amarelo)
assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
(II)
* * *
Descansa.
O Homem já se fez
O escuro cego raivoso animal
Que pretendias.
(Via Vazia - VIII)
(Hilda Hilst - Amavisse)
25 janeiro 2007
dias brancos
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Tão longe estamos do mundo que não tarda que comecemos a não saber quem somos, nem nos lembrámos sequer de dizer-nos como nos chamamos, e para quê, para que iriam servir- nos os nomes, nenhum cão reconhece outro cão, ou se lhe dá a conhecer, pelos nomes que lhes foram postos, é pelo cheiro que identifica e se dá a identificar, nós aqui somos como uma outra raça de cães, conhecemo- nos pelo ladrar, pelo falar, o resto, feições, cor dos olhos, da pele, do cabelo, não conta, é como se não existisse, eu ainda vejo, mas até quando. ESC,64
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Já lá dizia o outro que na terra dos cegos quem tem um olho é rei. Deixa lá o outro, Este não é o mesmo, Aqui nem os zarolhos se salvariam(...) O outro também dizia que quem parte e reparte e não fica com a melhor parte , ou é tolo, ou no partir não tem arte, Merda, acabe lá com o que diz o outro, os ditados põem -me nervoso. ESC,103
18 janeiro 2007
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão... Um dia me disseram
Que os ventos às vezes eram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter..
Somos quem podemos ser Composição: Humberto Gessinger
O suicidio de Dorothy Hale byFridaKhalo.
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09 janeiro 2007
enquanto isso num fim de tarde...
[18:32:41] Luciana : coisa
[18:32:42] tbob -> Misericordia! : hu?
[18:32:50] Luciana : vai p/ casa lavar os pratos
[18:32:55] tbob -> Misericordia! : hahaha
[18:33:08] Luciana : te amarei eternamente
[18:33:14] Luciana : você e meu pao doce
[18:33:21] Luciana : minha batata doce
[18:33:23] Luciana : meu açai na tigela
[18:33:28] Luciana : meu sushi com gengibre
[18:33:39] Luciana : o shoyo
[18:33:40] Luciana : vc e tudo
[18:33:41] tbob -> Misericordia! : rapaz
[18:33:47] Luciana : viu como sou romantica?
[18:34:03] Luciana : ehehhe, issso e poesia amor
[18:34:21] Luciana : vc e meu carreteiro
[18:34:37] Luciana : minha cerveja no copo sujo
[18:34:48] tbob -> Misericordia! : vai enrolar outro vai
[18:34:51] Luciana : ahahahahaha
[18:34:55] Luciana : tou enrolando nao
[18:35:40] Luciana : vc nao esta gostando?
[18:35:58] tbob -> Misericordia! : nao
[18:36:03] tbob -> Misericordia! : vc é foda
[18:36:05] tbob -> Misericordia! : me enrolando
[18:36:14] tbob -> Misericordia! : pra lavar os pratos
[18:36:14] Luciana : haahahahaha
[18:36:16] tbob -> Misericordia! : é foda
[18:36:16] Luciana : nao
[18:36:22] Luciana : eu te amo
[18:36:46] Luciana : vc é o meu whisky barato
[18:36:55] Luciana : e minha vodka importada
[18:37:01] tbob -> Misericordia! : hahahahahaha
[18:37:06] tbob -> Misericordia! : whisky barato é pau
[18:37:09] tbob -> Misericordia! : ja vou
[18:37:15] tbob -> Misericordia! : beijo em teu naroz
[18:37:19] tbob -> Misericordia! : nariz
[18:37:32] Luciana : naroz é nariz com noz?
02 janeiro 2007
happy new year
Por onde quer que caminhamos a sensação é a de que não fomos a lugar algum... Ligue a tv e veja a retrospectiva 2006, nada a comemorar, estamos vivendo em um caos, mentira, corrupçao, loucura, hipocrisia, a lista é grande. Mas nada foi mais chocante que esperar o plantao da globo anunciando o enforcamento do Sr. Sadam, aquele personagem divertido que fode Com o Satanas no filme South Park. Enquanto isso Bush e Blair estavam de férias... 2007 está começando bem.
Dia 29/30 - tinhamos visita em casa, descemos à tarde com outra garrafa de vinho. Esse dia foi do "apocalypiso". Churrasco, vinho, whisky. Saimos p/ comprar algo que nao precisavamos, fomos ao supermercado, voltamos mais bebados. Minha irma chegaria de Belo Horizonte de 1 da manha, a intença: busca-la no aeroporto.
Fomos para casa, comemos, saimos p/ a praia com meu pai, bebemos. Minha irma ligou, ja estava no seu Ape. Chegamos lá, oba, cachaça de Minas Gerais.
Alguem deu a (in)feliz ideia de fazer compras as 4:30 ou 5 da manha no extra. Fomos. Lá tem frezzer, eba! cervejas, cervejas, cervejas. Chegando em casa lá para as 7 ou 8 da manha, mais whisky com meu pai, cachaça ao som de alceu valença. Parace que fui dormir as 9... só sei que acordei em casa e dormi na rede.
Dia 30/32 - morta, acordei morta e disse para ele: EU ESTOU DOGRADA ... tonta, caida, ei vc sabe porque eu acordei na rede???
À noite eu estava esperando uma amiga p/ começarmos a festa de reveillon, onde será que eu estava? Acho que só o meu corpo andava e muito mal.
22:30 foi quando abrimos o whisky, ele, eu , ela e o Xinobi; O povo chegou depois, reveillon na praia, na "Orla de Brasilia Teimosa", frevo com tio bebado, reconciliaçoes e champanhe no chao em lembrança a Sadam Husseim.
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foto tirada mais ou menos de meia noite.







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