28 dezembro 2006
Para começar um diario besta:
acordei as 4 ou 5:00 da madrugada com um som de um copo quebrando, foi o gato. Agora sao 13:20 e estou com fome. Hoje é quinta, a última de 2006.
Domingo passado completei 25 anos/24 dezembro/2006 ano.
2006 foi um ano atipico, de decisões, mudanças arbitrarias...
.....................................................................................
A conversa começou assim:
- alguem perguntou sobre como andava as coisas e admiti que sou vil.
- uau, disse a pessoa. Realmente você nao mudou, que bom que você é a mesma.
Explicando melhor eu disse: " sou eu, Luciana a de Sempre e nao mudei. Mas imagine que estou numa quadra caminhando e que ali se desenha um jogo. Eu sou , Luciana a de sempre investigando outros ângulos, na mao uma garrafa de vodka, alguns discos na bolsa, livros, bobagens para falar, vil como sempre fui de alma. Acho que não presto mas tenho um bom coraçao.
VOLTANDO PARA O DIÁRIO BESTA:
Quando eu tinha uns 13 anos ainda lembro de ficar na cama sem sono, deitada contanto os blocos de laje do teto e tentando me imaginar com 15 anos. A idade de ser uma moça, viajando se o meu cabelo seria grande, como eu estaria quando chegasse lá.
Hoje nao lembro dos meus quinze anos, só sei que o meu cabelo nunca foi grande até hoje.
Agora que fiz 25 anos o que falar ao meu respeito?
Continuo sendo alguem que nao imaginava, minhas atitudes, meu jeito, sei lá... parece que minhas pernas andam na minha frente, minha boca fala quando quer, meu pensamento voa e eu nem sei pensar no que quero, tenho maos que tateiam. Sou imprevisivel até diante de mim mesma...
25 anos, vou ensaiar, ser aquela e nao a outra, ser a outra e esquecer daquela, ser eu mesma?
22 dezembro 2006
Ode I-XI "Carpe Diem"
Ode I-XI "Carpe Diem"
Quintus Horatius Flaccus (65-8 AC, poeta)
Não procures, Leuconoe, - ímpio será sabê-lo -
que fim a nós os dois os deuses destinaram;
não consultes sequer os números babilónicos:
Melhor é aceitar! E venha o que vier!
Quer Júpiter te dê ainda muitos Invernos,
quer seja o derradeiro este que ora desfaz
nos rochedos hostis ondas do mar Tirreno,
vive com sensatez destilando o teu vinho
e, como a vida é breve, encurta a longa esp'rança.
De inveja o tempo voa enquanto nós falamos:
trata pois de colher o dia, o dia de hoje,
que nunca o de amanhã merece confiança.
__________________________________________________________________
Noite morta
Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
O córrego chora.
A voz da noite . . .
(Não desta noite, mas de outra maior.)
Petrópolis, 1921 ( MANOEL BANDEIRA)
Quintus Horatius Flaccus (65-8 AC, poeta)
Não procures, Leuconoe, - ímpio será sabê-lo -
que fim a nós os dois os deuses destinaram;
não consultes sequer os números babilónicos:
Melhor é aceitar! E venha o que vier!
Quer Júpiter te dê ainda muitos Invernos,
quer seja o derradeiro este que ora desfaz
nos rochedos hostis ondas do mar Tirreno,
vive com sensatez destilando o teu vinho
e, como a vida é breve, encurta a longa esp'rança.
De inveja o tempo voa enquanto nós falamos:
trata pois de colher o dia, o dia de hoje,
que nunca o de amanhã merece confiança.
__________________________________________________________________
Noite morta
Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
O córrego chora.
A voz da noite . . .
(Não desta noite, mas de outra maior.)
Petrópolis, 1921 ( MANOEL BANDEIRA)
21 dezembro 2006
Só queria registrar algo que quis dizer desde semana passada: mais tenho que falar
BEM BAIXINHINHO,..... sobre felicidade, é que esses dias um vento soprou forte no meu resto e me veio uma nova coisa que dá para dizer que estou felizinha, benzinha, que estou fazendo silencio apesar de reclamar, silencio para dizer que estou libertando alguns fantasmas que se escondem debaixo da cama, dentro da bolsa e em minha cabeça, descomplicações ...
A realidade é que nao quero perder esse pedacinho de sensação ja que a vida anda titubeante , já que nao sou quase nada, só queria dizer. MAS SILENCIO que o mundo é louco e muito mais as PALAVRAS.
SILENCIO que nada aconteceu de novo, seu desespero tomou forma, sua tristeza foi sublimada e você não cessa com esperança ... Ou a esperança nao cessa de deixar a tua cara lavada, essa mesma de pau , de pedra e de pouquinhos...
Só porque eu vejo de longe o céu fechando, só porque tudo parece que vai chover, só porque também é bom ouvir o som da chuva... silencio!!!
estou feliz e pronto.
a vida é breve, penso, escrevo, rasgo.
vivo,
passo...
BEM BAIXINHINHO,..... sobre felicidade, é que esses dias um vento soprou forte no meu resto e me veio uma nova coisa que dá para dizer que estou felizinha, benzinha, que estou fazendo silencio apesar de reclamar, silencio para dizer que estou libertando alguns fantasmas que se escondem debaixo da cama, dentro da bolsa e em minha cabeça, descomplicações ...
A realidade é que nao quero perder esse pedacinho de sensação ja que a vida anda titubeante , já que nao sou quase nada, só queria dizer. MAS SILENCIO que o mundo é louco e muito mais as PALAVRAS.
SILENCIO que nada aconteceu de novo, seu desespero tomou forma, sua tristeza foi sublimada e você não cessa com esperança ... Ou a esperança nao cessa de deixar a tua cara lavada, essa mesma de pau , de pedra e de pouquinhos...
Só porque eu vejo de longe o céu fechando, só porque tudo parece que vai chover, só porque também é bom ouvir o som da chuva... silencio!!!
estou feliz e pronto.
a vida é breve, penso, escrevo, rasgo.
vivo,
passo...
Assinar:
Postagens (Atom)
