31 outubro 2006

Albert Camus

“Caminhamos ao encontro do amor e do desejo.Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens,tudo o mais nos parece fútil.” ( Camus)

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A Queda:

«Nunca me lembrei senão de mim mesmo»
«Nunca me preocupei com os grandes problemas»
«Eu vivia intensamente e num livre abandono à felicidade»

«Então, planando em pensamento por cima de todo este continente que me é subordinado sem saber, bebendo a luz de absinto que se eleva, ébrio, enfim, de palavras más, sou feliz, sou feliz, estou lhe dizendo, proíbo-o de não acreditar que sou feliz, que morro de felicidade! Ah, sol, praias, e as ilhas sob o os alísios, juventude cuja lembrança desespera!»
«Tarde demais, longe demais»

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"Se amar bastasse, as coisas seriam simples.

Quanto mais se ama, mais se consolida o absurdo."
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uma resposta antiga

Assunto: O PESO DA MAQUIAGEM
Data: Mon, 15 Sep 2003 21:57:31 +0000
Lu,
Entendo que ontem o nível de serotonina no teu organismo caiu um pouco, mas ter melancolia de vez em quando é apanágio dos humanos especiais. Você não precisa ser sempre alegre comigo, ou sempre sensual e dizer coisas originais; quero você sem maquiagem, acordando de manhã toda amassada, sem saco pra recolher a vida, sem idéias para florear a tua biografia, e definitivamente sem obrigação de esconder isso - como no mais das vezes "os outros" exigem de nós, e nós acabamos nos exigindo mais; quero saber das tuas aflições e propor as soluções ou ficar aflito também; e, no final, quero tudo isso pra te ver sorrir. Afinal, quem programa a matrix tem coração.

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30 outubro 2006

só para registrar, fim de semana >

Fim de semana em ordem decrescente, alguns trechos:

acordei de madrugada sorrindo dormindo,
eu estava sem sono,
ele acordou e me chamou de doida,
liguei a luz,
levantei-me da cama pensando que tinha uma barata no quarto,
deitada na cama eu virava para todos os lados,
eu estava sem sono,

O filme acabou,
quase todo mundo morreu,
bebi chá,
deitamos,
ligamos a tv
o filme começou

fui ao supermercado, fui á locadora, fui votar
fui ao mercado , comprei um cachorro,
acordei determinada
dormi embrigada
bebemos lá, bebemos ali, bebi em casa, fizemos amor,
bebemos, apagamos, fumamos um cigarro,
acordamos bebado
era sabado,
dormimos bebado
era sexta...

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ps: o cachorro é fofo, parece uma salsicha, seu nome provisorio é capetchinno, ele balançao rabo.
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ps: entre os espaços de tempo eu fiquei mesmo foi enjoada, na falta de mais alcool, ou por excesso de lucidez eu quis mesmo vomitar... A memoria alcoolica tras tudo em flash e eu não acredito no que vi mas fiquei enjoada...

até onde? parece que doeu, nao quero mais lembrar...

alguem pergunta, foi bolo de maracuja?

Carta

Francis Hime

Composição: Francis Hime / Ruy Guerra

Nunca estive tão sozinho
nos caminhos da tristeza
nos campos de outra nobreza
nos lagos de tanto vinho
nunca estive tão sofrido
nos trilhos da solidão
nas carreiras da paixão
nas dentadas desse pão.

Nunca estive tão cansado
nas calmarias de um bar
nas paradas de um olhar
nas tatuagens de um fado
Nunca estive tão assim
tanta rama e tanta gana
tão maduro e tão sem cama
tão seguro e tão sem fim.
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Sossega coração! Não desesperes

de Fernando Pessoa

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,

Encontres o que queres porque o queres.

Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

26 outubro 2006


Aquele outro não via...

Aquele Outro não via minha muita amplidão
Nada LHE bastava. Nem ígneas cantigas.

E agora vã, te pareço soberba, magnífica
E fodes como quem morre a última conquista
E ardes como desejei arder de santidade.

(E há luz na tua carne e tu palpitas.)

Ah, por que me vejo vasta e inflexível
Desejando um desejo vizinhante

De uma Fome irada e obsessiva?
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E por que haverias de querer...

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

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gravuras: Kilimt, Picasso
poesia: Hilda Hilst


25 outubro 2006


Verdade seja dita, ninguem sabe o que aconteceu, depois daquela noite as coisas nunca mais foram as mesmas...Os olhares ainda se cruzavam, os risos surgiam rasgando a boca mas intimamente eles sabiam que já não eram os mesmos.
A pureza virou pó e o coração transformou-se em pedra...




18 outubro 2006


Eu hoje vou fugir dos monstros verdes e procurar os de outras cores


(Fugue No. II)

Today I’m running away from home
I’m taking a bag full of dreams
I’m leaving something old
Strewn about, on the floor
I’m going to ride in a big, fast car
Luck and death are just around the corner
Faces here and there
That frightened me with just a glance

High and low beams snap my picture
They search for me
Two mercuric eyes light my steps,
Spying on me
And I walk, walk, walk
My clothes cross the street
And then take me by the hand and lift me off
The ground, the ground, the ground

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, ah.....

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recortes

segunda feira16 acabou o gás ....

beth disse que a senha é verde limão...

A mulher da esquina só vende bolo de chocolate, ontem eu fui até lá. Nao tinha bolo de chocolate nem a mulher da esquina...