29 setembro 2006

El Justiciero cha, cha, cha ...

El justiceiro cha cha cha
****** *** ******* *** ****

Once upon a time when the hot sun faded behind the mountains

The shadow of a strong man. With a gun in his hand,

Raised protect the poor people of the haciendas,

They called him: “El Justiciero”....

He, El Justiciero buenos dias
Que tienes a decir

El Justiciero yo soy pobre
Que tienes a me dar

Tiengo chocolate quiente
Tequilla, paga lo que deves

El Justiciero cha, cha, cha...
Que otra cosa puedo dar

El Justiciero yo tengo 30 hojos com hambre
La guerra, la guerra me ay strupatto tanto bena,
Socuerro, El Justiciero
Ajuda-me por favor

He, El Justiciero buenos dias
Que tienes a decir
El Justiciero yo soy pobre
Que tienes a me dar

...Besa me mucho juanita banana
Cuando calienta el sol

27 setembro 2006


Esta Velha, Esta velha angústia, Esta angústia que trago há séculos em mim, Transbordou da vasilha, Em lágrimas, em grandes imaginações, Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror, Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum. Transbordou. Mal sei como conduzir-me na vida Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma! Se ao menos endoidecesse deveras! Mas não: é este estar entre, Este quase, Este poder ser que..., Isto. Um internado num manicômio é, ao menos, alguém, Eu sou um internado num manicômio sem manicômio. Estou doido a frio, Estou lúcido e louco, Estou alheio a tudo e igual a todos: Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura Porque não são sonhos. Estou assim... Pobre velha casa da minha infância perdida! Quem te diria que eu me desacolhesse tanto! Que é do teu menino? Está maluco. Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano? Está maluco. Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou. Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer! Por exemplo, por aquele manipanso Que havia em casa, lá nessa, trazido de África. Era feiíssimo, era grotesco, Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê. Se eu pudesse crer num manipanso qualquer — Júpiter, Jeová, a Humanidade — Qualquer serviria, Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo? Estala, coração de vidro pintado! (Alvaro Campos )




Será que todo o meu sofrimento provinha apenas do meu orgulho ferido?

**********************************************************
Ai, quanto eu não daria por conhecer o seu outro amante… os seus outros amantes… Se ela me contasse os seus amores livremente, sinceramente, se eu não ignorasse as suas horas - todo o meu ciúme desapareceria, não teria razão de existir. Com efeito, se ela não se ocultasse de mim, se apenas se ocultasse dos outros, eu seria o primeiro. Logo, só me poderia envaidecer; de forma alguma me poderia revoltar em orgulho. Porque a verdade era essa, atingira: todo o meu sofrimento provinha apenas do meu orgulho ferido. Não, não me enganara outrora, ao pensar que nada me angustiaria por a minha amante se entregar a outros. Unicamente era necessário que ela me contasse os seus amores, os seus espasmos até. O meu orgulho só não admitia segredos. E em Marta era tudo mistério. Daí a minha angústia - daí o meu ciúme. Muita vez - julgo, diligenciei fazer-lhe compreender isto mesmo, evidenciar-lhe a minha forma de sentir, a ver se provocava uma confissão inteira da sua parte, cessando assim o meu martírio. Ela, porém, ou nunca me percebeu, ou era resumido o seu afeto para tamanha prova de amor.
In «A Confissão de Lúcio» de Mário de Sá carneiro

26 setembro 2006

Follow the Yellow Brick Road


Scarecrow: That's the trouble. I can't make up my mind. I haven't got a brain. Only straw.

Dorothy
: How can you talk if you haven't got a brain?

Scarecrow
: I don't know. Some people without brains do an awful lot of talking, don't they?

Dorothy
: Yes, I guess you're right.